quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Repensando e reescrevendo sobre alfabetização

                                                   
     Revisitando meu Blog e levando em consideração que realizei o meu estágio em uma turma de alfabetização (2º ano), não pude deixar de repensar e reescrever sobre as postagens intituladas como: "Alfabetização: um processo em construção" e "Continuando a refletir sobre alfabetização"  ambas de outubro de 2015.
     Trabalhando e refletindo com uma turma de alfabetização, ficou evidente e indispensável à prática pedagógica, as questões levantadas nos textos sobre a importância de se levar em consideração o ritmo e a maturidade de cada criança no processo de alfabetização. Pois, tanto a aquisição da leitura quanto a aquisição da escrita, são habilidades complexos que necessitam que o cérebro se adapte à elas. Esta adaptação acontece em etapas, em um determinado tempo. Por isso, dizemos que cada um aprende no seu tempo, no seu ritmo.  
       Conforme já descrito na primeira postagem, nenhum cérebro é igual ao outro, e sempre haverá variações na facilidade com que cada um se familiariza com a linguagem escrita, o que traz à escola o desafio de conhecer e respeitar o ritmo dos alunos.
     Esta maturação e este tempo necessários a cada um no processo de alfabetização, ficou muito claro e explícito na minha turma de estágio. Pois, levando em conta o nível de alfabetização dos alunos e considerando que segundo Emília Ferreiro, a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Portanto, isto é norma,l considerando que a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até se apossar do código linguístico e dominá-lo. 
     Neste sentido, cabe a nós professores e também aos pais, em uma parceria mútua e responsável por este processo, ter um olhar diferenciado e reflexivo, respeitando as etapas e o ritmo de cada um, acreditando que todos são capazes e dotados de habilidades, mas que cada um aprende ao seu tempo, no seu ritmo, onde o foco está em como se aprende e não como se ensina. 

                                               "Ler não é decifrar, escrever não é copiar". 
                                                                                         Emília Ferreiro
Referências

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.
https://marialuizagoulartufrgs.blogspot.com/2015/10/acessado em 26/12/2018.



domingo, 23 de dezembro de 2018

Aprendizagens do Semestre

      Revisitando meu blog, resolvi por repensar sobre a postagem de 2015, na qual descrevo sobre as aprendizagens daquele semestre, dizendo assim: "Com certeza, foram muitas as aprendizagens durante o primeiro semestre. Mesmo com toda a correria do dia a dia, com os atropelos na realização dos trabalhos, com a canseira decorrente da carga horária, com as dúvidas e as dificuldades em saber se estava fazendo certo ou errado, posso dizer com toda convicção que tudo valeu a pena e serviu para me mostrar que sou capaz, acreditando que todos esses desafios serviram para me fazer acreditar que a construção do conhecimento só acontece quando há desacomodação(movimento) juntamente com as relações interpessoais(corporeidade), através de muita reflexão entre a teoria e a prática.
     Essas reflexões entre as interdisciplinas e a nossa prática, fez com que eu enquanto aluna, pudesse compreender a aprendizagem como uma construção, passando assim, a perceber com mais paciência a construção da aprendizagem dos meus alunos".
    Hoje, finalizando o oitavo semestre, posso dizer com certeza, que foram muitas as dificuldades, porém, posso afirmar com toda a apropriação que muito mais foram as aprendizagens. Foram semestres de muito movimento, de muita  transformação,  de muita construção, de muitas aprendizagens, de muita reflexão sobre as práticas, de muito diálogo e, é claro, de muitas relações e troca de saberes. 
    Através do curso, nós enquanto professoras, podemos tomar consciência da importância da nossa prática na construção do conhecimento dos nossos alunos enquanto sujeitos, transformando e influenciando em suas vidas. Portanto, cabe a nós professores, aproveitar este movimento reflexivo das nossas práticas e expor nossa competência de educador para auxiliar na mudança paradigmática e transformadora dentro do ambiente escolar. 
"A mudança de que a escola precisa é uma mudança paradigmática. Porém, para muda-la, é preciso mudar o pensamento sobre ela. É preciso refletir sobre a vida que lá se vive, em uma atitude de diálogo com os problemas e as frustrações, os sucessos e os fracassos, mas também em dialogo com o pensamento, o pensamento próprio e o dos outros". (ALARCÃO, 2001, p. 15)

Referência
ALARCÃO. Isabel – Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Reflexão sobre workshop

     Não poderia deixar de repensar sobre a postagem de agosto de 2015, na qual escrevo sobre o workshop, dizendo assim: 
     "Apesar de toda a ansiedade e insegurança geradas em relação a criação e a apresentação do workshop, posso dizer, que foi um momento muito rico em relação as trocas de experiências e muito significativo em relação as aprendizagens, principalmente com o uso das tecnologias.
     Minha maior incerteza, era em montar uma apresentação em power point, pois nunca havia feito, porém, não foi tão difícil quanto parecia. Adorei o resultado, principalmente pelo fato de que fiz praticamente sozinha, sendo desafiada a imaginar e montar algo, que até então, era totalmente novo para mim. 
     Em relação a parte escrita, não me preocupei muito em certo ou errado, como era um relato da minha trajetória em relação a minha aprendizagem e prática durante o semestre, coloquei ou tentei colocar, exatamente como estava me sentindo. Para isso, usei os quatro pilares da Educação, de Jacques Delors, como referencial para descrever a minha aprendizagem, pois, através deles consegui expressar gradualmente a minha caminhada em aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, acreditando que um complementa o outro"

     Hoje, passados mais de três anos, posso dizer que quase nada mudou em relação ao workshop. Há não ser o fato de que a ansiedade e a insegurança são sentimentos já superados quase na sua totalidade.
     Continuo afirmando que este, é um momento extremamente rico e significativo em relação a troca de experiências, aprendizagens e vivências. Neste sentido, o workshop nos proporciona expressar um pouco da nossa trajetória, através da reflexão sobre nossas ações, nossas práticas e nossas aprendizagens. Portanto, não há certo ou errado. Há a construção dos saberes de cada um. Onde, de acordo com Paulo Freire (1987, p.68): "Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes".
     Segundo Jacques Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento. 

                                            

domingo, 2 de dezembro de 2018

Repensando no coletivo

                                                        Imagem relacionada
       Dando continuidade as postagens e ao tema Ética, repenso e reescrevo o texto postado em 05/10/2017, marcado como Coletivismo - Filosofia da Educação.
       Resolvi reescrever sobre coletivismo por estar fundido ao tema ética. Afirmando, que não existe ética sem coletivismo e vice e versa. Uma vez que a ética está associada as relações interpessoais e suas ações no coletivo.
      Diante da situação descrita na postagem anterior de falta de ética e de respeito e em concordância com o texto "Formação e atuação dos professores: dos seus fundamentos éticos", a ação do educador e a prática educativa, demandam todo um fundamento cuidado ético, pois, a educação é uma modalidade de ação intrinsecamente relacionada à existência do outro", ou seja, ética está diretamente relacionada ao pensar e agir em função do bem da coletividade.
      Infelizmente, esta ética como um bem coletivo, muitas vezes não se faz presente dentro do ambiente escolar. 
      Mesmo se pensando a escola como espaço de formação do sujeito e na necessidade de se ter uma postura de respeito ao próximo, em muitas situações a mediação pedagógica para o exercício de reflexão sistemática, que deveria acontecer para o desenvolvimento de uma sensibilização ética, estética e política, tão indispensáveis ao ambiente escolar, não se fazem presentes no seu dia a dia.
      É importante ressaltar, que a reflexão sobre a prática e na prática, promove uma série de mudanças fundamentais no perfil do profissional da educação. E estas mudanças de fato só serão possíveis, se houver explícito neste ato a reflexão crítica da própria prática, pois a educação é uma modalidade de ação intrinsecamente relacionada à existência do outro.
     Neste sentido, cabe ressaltar que o professor como "modelo" e inspiração de atitudes morais e sociais, deve estar atento ao seu mode de agir e de ser frente aos alunos, prezando pela ética e pelo respeito aos demais profissionais e principalmente aos seus educandos. Não com autoritarismo, mas com coerência e bom senso, na busca pela verdade e pelo diálogo como meios para se atingir os objetivos e as práticas pedagógicas necessárias a formação do sujeito e a construção dos saberes.
      Como escreve Sonia Kramer,

                                                        “Precisamos pôr na ética nossas mãos e nosso coração. Não uma ética                                                                                          supostamente tecida na solidão de um sujeito individual (...) nem, tampouco,                                                                              uma ética definida na crueza de normas predeterminadas (..) mas uma ética                                                                                que, tecendo-se nos confrontos e se desenhando a partir da diversidade de vida                                                                            comum não abdica nunca de si mesma (...) trata-se pois de uma nova forma ética                                                                        política (..) uma ética que concretiza, assim sua ligação visceral com a educação”                                                                      (‘Kramer, 1993, p. 170-17]).

Referência
KRAMER, Sonia. Por Entre as Pedras: Arma e Sonho. São Paulo: Ática, 1993. 
https://marialuizagoulartufrgs.blogspot.com/2017/10/coletivismo.html


Repensando e reescrevendo sobre Ética

                                                       Imagem relacionada
     Não poderia iniciar minhas novas reflexões, se não fosse repensando e/ou reescrevendo sobre ética. Para isso, escreverei a partir de uma postagem de 10/10/2017, marcada com o título "Refletindo sobre ética"- Filosofia da Educação.
    Escolhi esta postagem para reescrever, por acreditar que a ética é um valor indispensável ao processo de formação do sujeito. E, nós como professores/educadores, temos em nossas mãos a responsabilidade formativa do ser humano e futuro cidadão. Portanto, se faz necessário perceber e acreditar que "a educação não é apenas um processo institucional e instrucional, mas fundamentalmente um investimento formativo do humano".
      Recentemente, presenciei em minha sala de aula de estágio uma situação lamentável, por parte da professora titular da turma, de falta de conduta ética e respeito para com os alunos e com a minha pessoa. 
      Não vou entrar no mérito da questão, acho desnecessário, pois já resolvi na escola e com minha professora orientadora, virei está página. 
     Entretanto, foi uma situação tão chocante e comprometedora do processo construtivo que tanto batalhamos para conquistar, que não poderia deixar de repensar e reescrever sobre ser ético, pois, é nosso dever pensar sobre o tema no âmbito escolar. 
    Na minha primeira postagem sobre o tema, explico os problemas de convivência que estão fortemente relacionados a uma tríade composta por: relações depreciativas, relações inconsistentes e relações coercitivas.
     Depois de reler sobre esta tríade, pude perceber com clareza as relações depreciativas e coercitivas presentes no discurso desrespeitoso e impositivo da professora frente aos alunos. Comprometendo todo o trabalho que venho promovendo com a turma, de aquisição de autonomia, de desacomodação, de efetiva participação e interação mútua, de construção de sujeitos donos de si com opiniões e vontades próprias.
    Neste sentido, torna-se necessário, reconhecer o distanciamento que cada uma dessas relações provoca no trabalho voltado para a construção da autonomia. 
      Uma situação lamentável e desnecessária de autoritarismo e falta de ética.
     Mas, seguimos em frente, construindo e lutando por aquilo que acreditamos: que uma educação libertadora não se faz através de imitações, mas através de mediações pedagógicas com ações qualificadas e pautadas no exercício de reflexões sistemáticas.

Referência
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5148496061738512186#editor/target=post;postID=3950143503642223229;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=24;src=postname, acessado em 02/12/2018.
     

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Chocada...!!!


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       Escrevi este texto a mais ou menos um mês. Rascunhei com a intenção de posteriormente postar no Blog, entretanto o tempo foi passando e eu acabei esquecendo do texto, do "desabafo".
       Fazendo uma arrumação na minha bolsa neste final de semana passado, eis que acho a folha de caderno com meus escritos, feito em dias turbulentos devido a falta de professores e a correria da substituição.
       Talvez algumas pessoas ao lerem, venham a descordar ou até mesmo a se ofender. Porém, escrevi este texto com a finalidade de desabafar, de colocar pra fora a minha indignação, a minha insatisfação. 
       Não estou generalizando, estou somente refletindo sobre situações de práticas com as quais não concordo e que me deixam chocada.
       Então, lá vai o texto tal qual escrevi:

                                          Chocada...!!!
       As vezes, muitas vezes, seguidamente, ..., tenho ficado chocada com o descaso em relação a educação. Porém, o mais chocante, é que este fato quando está relacionado ao descaso do poder público, parece ser previsível, imaginável,...Mas, quando este descaso parte de docentes, é realmente lamentável, inaceitável e até mesmo incoerente.
       Sim, incoerente porque parte daqueles que estão sempre cobrando, criticando e reclamando, e com razão, ao poder público valorização e reconhecimento à sua profissão e ao sistema de ensino.
       Entretanto, quando vamos às escolas compartilhar destes desejos e ideais, nos deparamos com uma inversão nos valores tão sonhados.
       A realidade da escola pública é muito triste e desmotivadora. Mas, os mesmos docentes que muitas vezes balançam bandeiras, são aqueles que no dia a dia da escola não cumprem com suas atribuições, com seus deveres, desrespeitando os direitos dos alunos e dos colegas. Onde, infelizmente, valores básicos e necessários para a interação e a organização do trabalho coletivo não se fazem totalmente presentes.
      Neste sentido, posso dizer que as falas e as ações estão longe das práticas, pois, valores humanos e sociais como a ética e a moral muitas vezes, passam a ser negligenciados no dia a dia escolar, afetando e comprometendo a aprendizagem dos alunos e a motivação e credibilidade dos professores.
      Este, é o desabafo de uma professora substituta, frente as diversas situações dentro da sua escola.

                                                                                                      Imagem relacionada








terça-feira, 26 de junho de 2018

Conversando...


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    Hoje, conversando com a Assistente de Alfabetização recém chegada na escola, onde trocávamos ideias e informações, fiquei surpresa ao ouvir seus relatos e suas preocupações.  Ao perguntar sobre quais pré-requisitos seriam necessários para que as pessoas pudessem se inscrever às vagas de assistente nas turmas de alfabetização, mais especificamente nas turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental, fui surpreendida com sua resposta, pois, me relatou que a princípio eram pessoas em curso ou graduadas em Pedagogia ou Letras. Bom, perfeito!Ok! Não que isto em alguns casos faça a diferença, mas, pelo menos são pessoas com o mínimo de conhecimento na área da educação, porém, muitas vezes sem nenhuma prática.
     Entretanto, salientou que devido ao baixo índice de inscrições e ao grande número de desistência dos inscritos, agora, esta semana, haveria nova inscrição para pessoas sem nenhum tipo de pré-requisitos, como ela mesmo disse, "qualquer um que queira". 
     Assim como eu, que fiquei surpresa e preocupada com sua resposta, ela também demonstrou o mesmo sentimento, porém, acrescentou sua indignação frente a este fato, pois considerava injusto e se sentia desvalorizada pelo novo critério.
    Toda essa conversa me fez refletir e voltar a ler o "Manual Operacional do Sistema de Orientação Pedagógica e Monitoramento", do Programa Mais Alfabetização/2018, considerando que o Assistente de Alfabetização é responsável: 
-pela realização das atividades de acompanhamento pedagógico sob a coordenação e supervisão do professor alfabetizador, conforme orientações da secretaria de educação e com o apoio da gestão escolar; 
-pelo apoio na realização de atividades, com vistas a garantir o processo de alfabetização de todos os estudantes regularmente matriculados no 1º ano e no 2º ano do ensino fundamental. 
-pela participação do planejamento das atividades juntamente com a Coordenação do Programa na escola; 
-por auxiliar o professor alfabetizador nas atividades estabelecidas e planejadas por ele; 
-pelo acompanhamento do desempenho escolar dos alunos, inclusive efetuando o controle da frequência; 
     Então, minha reflexão se deu a respeito de que "qualquer um que queira", terá competência para cumprir com suas responsabilidades? Será que "qualquer um que queira, terá conhecimento para exercer seu papel fundamental nesse complexo processo?
    Pois, de acordo com o próprio manual, "O Programa dispõe de bases no reconhecimento de que os estudantes aprendem em ritmos e tempos singulares e necessitam de acompanhamento diferenciado para superarem os desafios do processo de alfabetização, garantindo a equidade na aprendizagem. O Programa entende que a alfabetização constitui o alicerce para a aquisição de outros conhecimentos escolares e para a busca de conhecimento autônomo, reconhecendo, fundamentalmente, que o professor alfabetizador tem papel fundamental nesse complexo processo. 

Fonte:
file:///C:/Users/Luisa/Downloads/manual_operacional%20mais%20alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20(7).pdf