segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Conceitos de infâncias...???...

             ..."apesar de sempre ter havido crianças, nem sempre houve infâncias"...

       Realizando a leitura do texto, Constituindo a criança, de Chris Jenks, me deparei com esta pequena e simples frase, mas de grande e complexo significado, que me fez muito pensar e refletir.
       Se pensarmos através desta concepção, podemos afirmar que hoje, há infância para todas as nossas crianças?
       Afinal, o que é e como é a infância? Como pensar em infância?
       Conforme LARROSA, devemos ver a infância como:
      "A infância como algo que sempre nos escapa, que tumultua o que sabemos, que suspende o que podemos e qualifica o lugar que construímos para ela".
        Portanto, de uma coisa podemos ter certeza:
    "As crianças, todas as crianças, transportam o peso da sociedade que os adultos lhes legam, mas fazendo-o com leveza da renovação e o sentido de que tudo é de novo possível".(Bhabha, 1998).
      E então, será que já conhecemos e entendemos nossas crianças e suas infâncias?
        Para encerrar, deixo um parágrafo do texto em que diz:
      "Qualquer revisão da multiplicidade de perspectivas, antigas e recentes, sobre a infância, revela um paradoxo constante, que no entanto se manifesta sob uma diversidade de formas. Em poucas palavras, podemos dizer que a criança nos é simultaneamente familiar e estranha, que ela habita o nosso mundo e contudo parece responder a um outro mundo, que ela vem de nós e contudo parece apresentar uma ordem do ser sistematicamente diferente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Para refletir...

                Texto encontrado após a Segunda Guerra Mundial, 
                          num campo de concentração nazista.
     "Prezado professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nem um homem deveria ver. Câmara de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e saber aritmética só são importantes se fizerem nossas crianças mais humanas".

terça-feira, 17 de novembro de 2015

       Como uma das atividades da interdisciplina da História, tínhamos que elaborar um "Manifesto dos Educadores e Educadoras Brasileiras do século XXI", que poderia ser  feito por meio de poema, discurso, desenho, vídeo, animação, teatro, bordado, entre outras propostas...
       Porém, o trabalho era em grupo, o que foi feito. Como fiquei em dúvidas se iria ser postado, quando me dei por conta, no dia do prazo para entrega, resolvi de última hora criar um poema. Foi quando então, soube que o trabalho do grupo já estava pronto para ser postado. Daí pensei: Por que não postar o poema, afinal, foi uma criação minha? Então, lá vai:

                        Falando em Educação!!!
               A educação não deve ser bandeira,
               não deve ser obrigação.
               Numa nação que se preze
               educação deve ter valorização,
               movimento e transformação.

               A educação não deve ser bandeira,
               não deve ser vocação.
               Numa nação que se preze
               educação deve ter direitos,
               responsabilidades e qualificação.

               A educação não deve ser bandeira,
               não deve ser jogo de eleição,
               não deve manifestar os interesses dos políticos de ocasião.
               Numa nação que se preze
               educação deve ter expressão,
               deve acreditar na escola pública, na vida e no cidadão.
                                                                     Maria Luiza Goulart, Nov. 2015

               

domingo, 1 de novembro de 2015

Importância dos desenhos

                                       Desenhos Infantis

      Sem dúvida, o desenho apresenta uma importante função no desenvolvimento infantil.
      O desenho das crianças é uma das formas de expressar o que sentem e pensam sobre si mesmas e o mundo. É, através do desenho que elas passam a entender melhor suas emoções e a mostrar sua interpretação dos valores, conceitos e normas da sociedade, assim como, expressar carinho pelos amigos e familiares, além de descobrirem que é possível inventar e fantasiar.
     O desenho revela uma forma de se expressar e contribui em vários aspectos, entre eles: coordenação motora, visão, movimentos das mãos, organização do pensamento, construção das noções espaciais e outros aspectos cognitivos muito importantes para a alfabetização.
     Seja na escola, ou em casa, o simples ato de desenhar é muito importante para uma criança, de modo que ela trabalhará o seu cognitivo e também poderá se comunicar melhor com seus pais através deste método tão simples.É através dos traços e cores que a criança faz onde é possível visualizar o que ela sente e o que ela pensa sobre determinado assunto.
     O desenho é como um instrumento valioso de compreensão pelo adulto do entendimento que a criança tem de mundo.  

         O ponto de partida para o desenvolvimento estético e artístico é o ato simbólico que permite reconhecer que os desejos persistem independentemente de sua presença física e imediata. Operar no mundo dos símbolos é perceber e interpretar elementos que se refere a alguma coisa que esta fora dos próprios objetos. Os símbolos representam o mundo a partir das relações que a criança estabelece consigo mesma, nação e com a cultura. (BRASIL, 1988b, p. 91). 




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Compartilhando...

      Realizando leituras sobre sexualidade infantil, encontrei essa reportagem da Gazeta do Povo na  coluna Viver Bem, achei interessante e resolvi compartilhar: 
                               Falando de sexualidade infantil
Já faz quase um século que Freud descreveu a sexualidade infantil, escandalizando a sociedade daquela época. Desde então, muito se estudou e falou sobre este assunto e, mais recentemente, com a inclusão da educação sexual nas escolas, os pais estão se dando conta de que as antigas fórmulas de “se livrar” do problema já não funcionam mais.
As crianças sofrem cada vez mais a influência da tevê, de amigos, de parentes, de babás e empregadas, muitas vezes recebendo noções erradas e prejudiciais. Se nós, os pais, conseguirmos manter um canal aberto com nossos filhos, poderemos discutir e intervir no que não nos parecer correto.
Frequentemente temos dúvidas sobre o que responder e até onde responder às perguntas de nossos filhos. Queremos que nossos filhos sejam mais bem preparados do que fomos e que vivam sua sexualidade de forma mais consciente, mas não sabemos como fazê-lo. É importante, primeiro, que nos remetamos às nossas próprias dúvidas a esse respeito quando éramos crianças e a como teríamos gostado que tivesse sido nossa orientação. Dessa forma fica mais fácil entender a curiosidade de nossos filhos.
Educação sexual é um processo de vida inteira: teremos tempo de melhorar o que não conseguirmos explicar da forma como gostaríamos. Não é fácil para pais que não foram educados desta forma em sua infância, mas o importante é tentar melhorar a educação que possam oferecer a seus filhos. É bom saber que, assumindo ou não a tarefa de orientá-los, conversando ou não, estaremos dando educação sexual. Dependendo da atitude dos pais, as crianças aprendem se sexo é bonito ou feio, certo ou errado, conversável ou não.
Há até bem pouco tempo, dizia-se às crianças que elas teriam vindo trazidas pela cegonha, ou que haviam sido compradas no hospital, ou ainda que teriam brotado de uma flor etc. Hoje, sabemos que não há necessidade de mentir às crianças, mesmo porque elas são muito mais espertas, recebem informações de várias fontes e, portanto, essas “mentirinhas bobas” só servirão para nos desacreditar ante os nossos filhos. Não pode ser considerado feio falar de algo que é natural. O melhor a fazer é falar a verdade, para que possamos mostrar a seriedade do assunto, evitando assim gozações, malícia, palavras de duplo sentido.
Inicialmente, as dúvidas das crianças dizem respeito às diferenças anatômicas entre os sexos e ao nascimento propriamente dito. Elas fazem suas próprias teorias sexuais, hipóteses acerca de como os bebês vão parar nas barrigas de suas mães. Aos poucos, essas teorias vão sendo questionadas e surgem então as dúvidas a respeito de como são produzidos, enfim, os bebês.
As respostas devem ser simples e claras, não havendo necessidade de responder além do que lhe for perguntado. Dar respostas insuficientes faz com que a criança pergunte mais e mais ou, ainda, que vá procurar as respostas em outras fontes nem sempre confiáveis; por outro lado, dar respostas extensas demais, do tipo “aula completa”, também não é indicado, é preciso buscar respostas de acordo com o que a criança for solicitando.
Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Será que tanta informação não acabará por estimular na direção errada?”, ou então pensar: “Eu não recebi educação sexual alguma e estou muito bem”. Contrariando preconceitos, pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e a adiar o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam, possam fazer uso de anticoncepcionais e escolher o parceiro certo.
As outras vantagens de conversar com os filhos sobre sexo desde as primeiras dúvidas são: aumentar a intimidade e a afetividade entre si; abrir caminhos para que se possa conversar sobre tudo; informar corretamente, reduzindo as fantasias e a ansiedade delas decorrente; e, por fim, prevenir futura gravidez indesejável e contaminações por doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a aids, entre outras.
Muito importante será nossa atitude ao responder às perguntas: o tom de voz, a segurança nas informações, o fato de estarmos ou não à vontade, tudo isto é captado pela criança também sob a forma de informação.
Aquela antiga história de separar meninos e meninas em grupos diferentes no que se refere à sexualidade, estereotipando os papéis, também traz sérias implicações. Como se não bastasse o fato de negar o igual direito ao prazer no futuro sexual, é preciso saber que meninas passivas, educadas para a submissão, se tornam presas fáceis de abusadores sexuais; por sua vez, os meninos precisam ter espaço para demonstrar suas emoções, o que os prepara para ser pais afetivos.
Os jogos sexuais infantis têm para a criança um sentido diferente daquele dado pelo adulto, e jamais deve acontecer com crianças de idades diferentes, para que não haja coerção.
Existe um período de 4 a 6 anos aproximadamente em que as crianças se voltam para a região genital. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas “teorias sexuais infantis”, imaginando que as meninas não têm pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que a menina tem medo de perder o seu pênis.
Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso.
O aprendizado de palavrões é um fato comum entre as crianças a partir de 4 ou 5 anos. Em geral, repetem o que percebem ser proibido, embora não tenham a mínima ideia de seu significado. Em geral, esclarecer seu significado ajuda a criança a deixá-lo de lado e, mais uma vez, a aproxima de seus pais com quem poderão sempre contar para esclarecer suas dúvidas. Ensinar a criança que não é preciso imitar comportamentos inadequados desde pequena é extremamente importante, até para que futuramente ela não se sinta tentada, por coerção de grupos, a mostrar comportamentos que não sejam de sua livre e espontânea vontade, como fazer uso de cigarros, drogas e outros.
Ao final desta exposição, talvez vocês percebam que poderiam ter feito melhor pela educação sexual de seus filhos, ou evitado algumas bobagens. Não devemos nos culpar por isto. Não nascemos sabendo e somos frutos da educação que tivemos. Assim como nossos pais, certamente fazemos o melhor que somos capazes, e será muito bom que possamos ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes.
*Fernanda Roche é psicóloga, mestre em Saúde Mental Infantil pela Clínica Tavistock e coordenadora-geral do Espaço de Desenvolvimento Criança em Foco

Sexualidade infantil

       "as crianças devem receber educação sexual assim que demonstrarem algum interesse pela questão".
                                                                                 (Maria Cristina Kupfer, p.46)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

                         Refletindo um pouquinho sobre a vida e as vivências...