domingo, 2 de dezembro de 2018

Repensando no coletivo

                                                        Imagem relacionada
       Dando continuidade as postagens e ao tema Ética, repenso e reescrevo o texto postado em 05/10/2017, marcado como Coletivismo - Filosofia da Educação.
       Resolvi reescrever sobre coletivismo por estar fundido ao tema ética. Afirmando, que não existe ética sem coletivismo e vice e versa. Uma vez que a ética está associada as relações interpessoais e suas ações no coletivo.
      Diante da situação descrita na postagem anterior de falta de ética e de respeito e em concordância com o texto "Formação e atuação dos professores: dos seus fundamentos éticos", a ação do educador e a prática educativa, demandam todo um fundamento cuidado ético, pois, a educação é uma modalidade de ação intrinsecamente relacionada à existência do outro", ou seja, ética está diretamente relacionada ao pensar e agir em função do bem da coletividade.
      Infelizmente, esta ética como um bem coletivo, muitas vezes não se faz presente dentro do ambiente escolar. 
      Mesmo se pensando a escola como espaço de formação do sujeito e na necessidade de se ter uma postura de respeito ao próximo, em muitas situações a mediação pedagógica para o exercício de reflexão sistemática, que deveria acontecer para o desenvolvimento de uma sensibilização ética, estética e política, tão indispensáveis ao ambiente escolar, não se fazem presentes no seu dia a dia.
      É importante ressaltar, que a reflexão sobre a prática e na prática, promove uma série de mudanças fundamentais no perfil do profissional da educação. E estas mudanças de fato só serão possíveis, se houver explícito neste ato a reflexão crítica da própria prática, pois a educação é uma modalidade de ação intrinsecamente relacionada à existência do outro.
     Neste sentido, cabe ressaltar que o professor como "modelo" e inspiração de atitudes morais e sociais, deve estar atento ao seu mode de agir e de ser frente aos alunos, prezando pela ética e pelo respeito aos demais profissionais e principalmente aos seus educandos. Não com autoritarismo, mas com coerência e bom senso, na busca pela verdade e pelo diálogo como meios para se atingir os objetivos e as práticas pedagógicas necessárias a formação do sujeito e a construção dos saberes.
      Como escreve Sonia Kramer,

                                                        “Precisamos pôr na ética nossas mãos e nosso coração. Não uma ética                                                                                          supostamente tecida na solidão de um sujeito individual (...) nem, tampouco,                                                                              uma ética definida na crueza de normas predeterminadas (..) mas uma ética                                                                                que, tecendo-se nos confrontos e se desenhando a partir da diversidade de vida                                                                            comum não abdica nunca de si mesma (...) trata-se pois de uma nova forma ética                                                                        política (..) uma ética que concretiza, assim sua ligação visceral com a educação”                                                                      (‘Kramer, 1993, p. 170-17]).

Referência
KRAMER, Sonia. Por Entre as Pedras: Arma e Sonho. São Paulo: Ática, 1993. 
https://marialuizagoulartufrgs.blogspot.com/2017/10/coletivismo.html


Repensando e reescrevendo sobre Ética

                                                       Imagem relacionada
     Não poderia iniciar minhas novas reflexões, se não fosse repensando e/ou reescrevendo sobre ética. Para isso, escreverei a partir de uma postagem de 10/10/2017, marcada com o título "Refletindo sobre ética"- Filosofia da Educação.
    Escolhi esta postagem para reescrever, por acreditar que a ética é um valor indispensável ao processo de formação do sujeito. E, nós como professores/educadores, temos em nossas mãos a responsabilidade formativa do ser humano e futuro cidadão. Portanto, se faz necessário perceber e acreditar que "a educação não é apenas um processo institucional e instrucional, mas fundamentalmente um investimento formativo do humano".
      Recentemente, presenciei em minha sala de aula de estágio uma situação lamentável, por parte da professora titular da turma, de falta de conduta ética e respeito para com os alunos e com a minha pessoa. 
      Não vou entrar no mérito da questão, acho desnecessário, pois já resolvi na escola e com minha professora orientadora, virei está página. 
     Entretanto, foi uma situação tão chocante e comprometedora do processo construtivo que tanto batalhamos para conquistar, que não poderia deixar de repensar e reescrever sobre ser ético, pois, é nosso dever pensar sobre o tema no âmbito escolar. 
    Na minha primeira postagem sobre o tema, explico os problemas de convivência que estão fortemente relacionados a uma tríade composta por: relações depreciativas, relações inconsistentes e relações coercitivas.
     Depois de reler sobre esta tríade, pude perceber com clareza as relações depreciativas e coercitivas presentes no discurso desrespeitoso e impositivo da professora frente aos alunos. Comprometendo todo o trabalho que venho promovendo com a turma, de aquisição de autonomia, de desacomodação, de efetiva participação e interação mútua, de construção de sujeitos donos de si com opiniões e vontades próprias.
    Neste sentido, torna-se necessário, reconhecer o distanciamento que cada uma dessas relações provoca no trabalho voltado para a construção da autonomia. 
      Uma situação lamentável e desnecessária de autoritarismo e falta de ética.
     Mas, seguimos em frente, construindo e lutando por aquilo que acreditamos: que uma educação libertadora não se faz através de imitações, mas através de mediações pedagógicas com ações qualificadas e pautadas no exercício de reflexões sistemáticas.

Referência
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5148496061738512186#editor/target=post;postID=3950143503642223229;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=24;src=postname, acessado em 02/12/2018.
     

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Chocada...!!!


Imagem relacionada

       Escrevi este texto a mais ou menos um mês. Rascunhei com a intenção de posteriormente postar no Blog, entretanto o tempo foi passando e eu acabei esquecendo do texto, do "desabafo".
       Fazendo uma arrumação na minha bolsa neste final de semana passado, eis que acho a folha de caderno com meus escritos, feito em dias turbulentos devido a falta de professores e a correria da substituição.
       Talvez algumas pessoas ao lerem, venham a descordar ou até mesmo a se ofender. Porém, escrevi este texto com a finalidade de desabafar, de colocar pra fora a minha indignação, a minha insatisfação. 
       Não estou generalizando, estou somente refletindo sobre situações de práticas com as quais não concordo e que me deixam chocada.
       Então, lá vai o texto tal qual escrevi:

                                          Chocada...!!!
       As vezes, muitas vezes, seguidamente, ..., tenho ficado chocada com o descaso em relação a educação. Porém, o mais chocante, é que este fato quando está relacionado ao descaso do poder público, parece ser previsível, imaginável,...Mas, quando este descaso parte de docentes, é realmente lamentável, inaceitável e até mesmo incoerente.
       Sim, incoerente porque parte daqueles que estão sempre cobrando, criticando e reclamando, e com razão, ao poder público valorização e reconhecimento à sua profissão e ao sistema de ensino.
       Entretanto, quando vamos às escolas compartilhar destes desejos e ideais, nos deparamos com uma inversão nos valores tão sonhados.
       A realidade da escola pública é muito triste e desmotivadora. Mas, os mesmos docentes que muitas vezes balançam bandeiras, são aqueles que no dia a dia da escola não cumprem com suas atribuições, com seus deveres, desrespeitando os direitos dos alunos e dos colegas. Onde, infelizmente, valores básicos e necessários para a interação e a organização do trabalho coletivo não se fazem totalmente presentes.
      Neste sentido, posso dizer que as falas e as ações estão longe das práticas, pois, valores humanos e sociais como a ética e a moral muitas vezes, passam a ser negligenciados no dia a dia escolar, afetando e comprometendo a aprendizagem dos alunos e a motivação e credibilidade dos professores.
      Este, é o desabafo de uma professora substituta, frente as diversas situações dentro da sua escola.

                                                                                                      Imagem relacionada








terça-feira, 26 de junho de 2018

Conversando...


  Imagem relacionada   

    Hoje, conversando com a Assistente de Alfabetização recém chegada na escola, onde trocávamos ideias e informações, fiquei surpresa ao ouvir seus relatos e suas preocupações.  Ao perguntar sobre quais pré-requisitos seriam necessários para que as pessoas pudessem se inscrever às vagas de assistente nas turmas de alfabetização, mais especificamente nas turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental, fui surpreendida com sua resposta, pois, me relatou que a princípio eram pessoas em curso ou graduadas em Pedagogia ou Letras. Bom, perfeito!Ok! Não que isto em alguns casos faça a diferença, mas, pelo menos são pessoas com o mínimo de conhecimento na área da educação, porém, muitas vezes sem nenhuma prática.
     Entretanto, salientou que devido ao baixo índice de inscrições e ao grande número de desistência dos inscritos, agora, esta semana, haveria nova inscrição para pessoas sem nenhum tipo de pré-requisitos, como ela mesmo disse, "qualquer um que queira". 
     Assim como eu, que fiquei surpresa e preocupada com sua resposta, ela também demonstrou o mesmo sentimento, porém, acrescentou sua indignação frente a este fato, pois considerava injusto e se sentia desvalorizada pelo novo critério.
    Toda essa conversa me fez refletir e voltar a ler o "Manual Operacional do Sistema de Orientação Pedagógica e Monitoramento", do Programa Mais Alfabetização/2018, considerando que o Assistente de Alfabetização é responsável: 
-pela realização das atividades de acompanhamento pedagógico sob a coordenação e supervisão do professor alfabetizador, conforme orientações da secretaria de educação e com o apoio da gestão escolar; 
-pelo apoio na realização de atividades, com vistas a garantir o processo de alfabetização de todos os estudantes regularmente matriculados no 1º ano e no 2º ano do ensino fundamental. 
-pela participação do planejamento das atividades juntamente com a Coordenação do Programa na escola; 
-por auxiliar o professor alfabetizador nas atividades estabelecidas e planejadas por ele; 
-pelo acompanhamento do desempenho escolar dos alunos, inclusive efetuando o controle da frequência; 
     Então, minha reflexão se deu a respeito de que "qualquer um que queira", terá competência para cumprir com suas responsabilidades? Será que "qualquer um que queira, terá conhecimento para exercer seu papel fundamental nesse complexo processo?
    Pois, de acordo com o próprio manual, "O Programa dispõe de bases no reconhecimento de que os estudantes aprendem em ritmos e tempos singulares e necessitam de acompanhamento diferenciado para superarem os desafios do processo de alfabetização, garantindo a equidade na aprendizagem. O Programa entende que a alfabetização constitui o alicerce para a aquisição de outros conhecimentos escolares e para a busca de conhecimento autônomo, reconhecendo, fundamentalmente, que o professor alfabetizador tem papel fundamental nesse complexo processo. 

Fonte:
file:///C:/Users/Luisa/Downloads/manual_operacional%20mais%20alfabetiza%C3%A7%C3%A3o%20(7).pdf






domingo, 24 de junho de 2018

Compartilhando Saberes


Imagem relacionada

     Sábado foi dia da Feira de Ciências e Tecnologias na minha escola. Foi um dia muito especial e importante não só para os alunos e comunidade, mas também para nós professores. Digo isto, em função de vários relatos e desabafos reflexivos positivos de alguns professores no final da manhã letiva.
     Este, é um evento que mexe com a escola, mexe com a rotina da sala de aula, e portanto, mexe com a acomodação pedagógica da maioria dos professores.
     Normalmente, a maioria dos professores desenvolvem aulas muito tradicionais, sem proporcionar nenhum tipo de desacomodação aos alunos e as aprendizagens.
     Como nas semanas que antecederam a feira, foram semanas de muito planejamento, movimento e organização, podemos dizer que isto promoveu uma maior articulação entre os alunos e demais seguimentos da escola, principalmente no que diz respeito ao comportamento dos professores em relação aos alunos e as questões pedagógicas da sala de aula e demais espaços escolares. 
     Muitas práticas tradicionais foram percebidas e revistas, levando alguns professores a compreender a importância e a necessidade em levar o aluno a ser sujeito ativo no seu processo de aprendizagem. Onde, para construir e apresentar os trabalhos e concordando com Comênio, o elemento do realismo no ensino "propõe que os alunos façam experiências por conta própria e aprendam a partir das próprias observações e não somente repetindo o que outras pessoas disseram" (cap. 18). 
     Neste sentido, a feira serviu como atividade desencadeadora e reflexiva para novos planejamentos, novas práticas e portanto, novos saberes. Saberes que precisam ser experimentados e transformados em novos conhecimentos, em novas aprendizagens.
     De acordo com o texto de Maria Isabel Dalla Zen e Maria Luisa Xavier, "o planejamento é processo constante através do qual a preparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis".

Fonte:
Texto de Johannes Doll e Russel Rosa "A metodologia tem história".

Texto de Maria Isabel H. Dalla Zen e Maria Luisa M. Xavier "Planejamento em destaque Análises menos convencionais" em https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1473014

                                                                                                                                                 
                              
 

Compartilhando Experiências

Resultado de imagem para imagem de apresentação de trabalho escolar
     Como em todas as outras atividades que envolveram apresentações, este trabalho de campo da EJA não poderia ser diferente. Foi realmente um momento de muitas aprendizagens, trocas e compartilhamento de experiências.
     São estes, alguns dos momentos reflexivos que fazem toda a diferença para as nossas práticas, pois, são momentos de relatos vivos das práticas e das experiências do dia a dia das nossas escolas, são relatos de realidades e diversidades pedagógicas que servem como reflexão e aprimoramento para novas aprendizagens, para um novo ensinar e aprender. Concordo com FREIRE, quando diz: "Quando saio de casa não tenho dúvida nenhuma de que, inacabados e conscientes do inacabamento, abertos à procura, curiosos, "programados, mas para aprender", exercitaremos tanto mais e melhor a nossa capacidade de aprender e de ensinar quanto mais sujeitos e não puros objetos do processo nos façamos"(Freire, 1997, p.65). 
    Pois, neste sentido é necessário que nossa capacidade de aprender e ensinar seja exercitada e flexível, para que possamos estar em constante ação/reflexão/ação, a fim de podermos contemplar as necessidades e especificidades dos nossos alunos, levando em consideração as características de propostas pedagógicas das diferentes modalidades de ensino, mas, principalmente as da EJA por ter finalidades e funções específicas, por considerar as diferenças individuais e os conhecimentos informais dos estudantes, adquiridos a partir das vivências diárias e no mundo do trabalho.



Referências:

Fragmento do texto “Planejamento: em busca de caminhos”, Maria Bernadette Castro Rodrigues.







sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sobre Alfabetizaçâo


Imagem relacionada 

  Hoje, após conversar com uma colega na qual refletíamos sobre a necessidade de se repensar as estratégias metodológicas nas turmas de alfabetização da nossa escola, eis que a noite me deparo com o texto  "Consciência Fonológica e Aquisição da Linguagem Escrita: relações e implicações para a prática pedagógica"
  Coincidência ou não, não sei, mas o texto veio exatamente ao encontro das considerações que estávamos fazendo sobre o processo de alfabetização. Pois, nossa reflexão se deu a cerca da necessidade de "se pensar em um trabalho escolar que promova a relação entre a consciência fonológica e a linguagem escrita na prática pedagógica, onde o professor exerce o papel de mediador, auxiliando a criança a refletir sobre as palavras em sua dimensão sonora ao mesmo tempo em que analisa as partes gráficas", como foi colocado pelas próprias autoras.
     Neste sentido, concordarmos que há uma relação recíproca entre a consciência fonológica e a aquisição da linguagem escrita, "cabendo ao professor o planejamento de estratégias sistematizadas que contribuam para o desenvolvimento e o avanço no processo da aprendizagem, permeando as dimensões da alfabetização e do letramento e considerando as especificidades de cada processo".
     Onde, "ler e escrever pressupõem o domínio de inúmeras habilidades, exigindo diferentes capacidades e vai muito além do simples ato de decodificar palavras. A aprendizagem da leitura e da escrita atravessou e atravessa um longo percurso. Nesse processo, de acordo com Godoy (2005), o ponto inicial da interseção entre a linguagem oral e a linguagem escrita é a relação entre letras e sons. Dessa forma, as características fonológicas da língua oral e as características do sistema de escrita contribuem como elementos facilitadores dessa aprendizagem".

Fonte:
http://blog.newtonpaiva.br/pos/e11-ped-01-consciencia-fonologica-e-a-aquisicao-da-linguagem-escrita-relacoes-e-implicacoes-para-a-pratica-pedagogica/