domingo, 10 de setembro de 2017

Estamos dando conta...????

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       Após a leitura do texto, "História Geral do Atendimento à Pessoa com Necessidades, pude compreender que o aparecimento de propostas de ações sistematizadas ocorreu somente no séc. XVIII, depois de séculos nos quais predominaram o abandono e segregação destas pessoas. Para então, haver um avanço de iniciativas no atendimento terapêutico e educacional na área da educação especial, com a identificação da transição de espaços institucionais segregados para espaços comuns e socialmente integrados.
       É difícil de acreditar e/ou aceitar que até a década de 70, estas pessoas eram "desconhecidas" pela sociedade, que conforme relato de um senhor no vídeo, em que diz:" Eu sou merecedor de caridade, mas não de cidadania", ou seja, cidadãos que não tinham o direito de exercer sua cidadania, que tinham que ficar à margem da sociedade, sendo considerados incapazes e sem voz.
       Graças aos movimentos políticos, estas pessoas se tornaram visíveis e puderam conhecer e divulgar sua história, levantando a bandeira da igualdade de direitos e da inclusão.
       A partir da criação, institucionalização e o estabelecimento de Leis, principalmente com a publicação das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, onde o MEC lança as adaptações que devem ser feitas nos PCNs , a fim de colocar em prática estratégias a educação de alunos com deficiência.
       Até aqui está tudo muito bom e bonito, entretanto, direitos educacionais especializados, depende de atendimentos que vão além do espaço escolar e que por vez, acaba sendo barrado no SUS, por falta de vagas e de profissionais especialistas.
       Como o próprio texto diz, a educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. Uma escola é inclusiva quando todos da equipe escolar – diretores, professores, secretaria, serviços gerais – participam ativamente desse projeto.
       Mas aí vem a pergunta: nós enquanto professores, enquanto escola, estamos dando conta?
       Vou deixar esta pergunta em aberto para que posteriormente eu possa retornar e a partir dela registrar novas postagens e reflexões.

Fonte:
Texto retirado de: Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008







domingo, 3 de setembro de 2017

Diversidade e Preconceito


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   As diversas situações que foram relatadas na primeira aula do EIXO VI, onde foram abordados os temas diversidade e preconceito no âmbito pessoal, nos permitiu conhecer e refletir sobre preconceito, direitos e diversidade, além de nos proporcionar conhecer diferentes situações vivenciadas e experienciadas pelas colegas. Entretanto, ficou claro que praticamente todas(os), já sofreram algum tipo de preconceito ou discriminação.
       O preconceito não passa de um conceito que criamos antes de saber o que aquilo realmente é, onde por esse falso conceito muitas vezes maltratamos o próximo e nem pensamos nas consequências daquele ato. No mundo existem muitas formas de preconceito, porém o mais comum é por causa da pessoa ser de uma etnia diferente, ou por ter uma religião diferente da nossa, por ter a cor da pele diferente, por ser de outra classe social, por ter outra cultura, por ter sua preferência sexual, dentre outros.
        O preconceito é um conceito criado e muitas vezes está associado aos rótulos ou estereótipos que se desenvolveram na sociedade. 
    Felizmente, hoje em dia se percebe uma tendência mundial em direção à celebração da diversidade, acompanhada pelo empoderamento das minorias e a erradicação do preconceito nos mais diversos contextos.  Apesar disso, alguns espaços da nossa sociedade ainda são especialmente propícios ao surgimento da discriminação. E a escola, por ser um ambiente em que crianças e adolescentes exercem uma enorme pressão dos pares uns sobre os outros (também conhecida como peer pressure), acaba se mostrando como um desses espaços. Mas a escola também é um lugar de formação e aprendizado. Assim, também conta com ótimas oportunidades voltadas para o combate ao preconceito em sala de aula e fora dela.
     Ainda que muitas vezes a discriminação não apareça de maneira explícita na escola, pode ser interessante abordar o assunto junto aos alunos para conscientizá-los, por meio do diálogo, sobre preconceitos latentes dos quais eles frequentemente sequer se dão conta.
     Seja por meio da literatura ou de debates, com os alunos mais velhos, ou de dinâmicas e narração de histórias, com os mais jovens, a discriminação deve ter espaço, sendo tema de conversas intermediadas pelo educador. E isso pode ser feito em sala, ensinando o estudante a se colocar no lugar do outro e enxergar que, apesar das diferenças, somos todos seres humanos e merecemos respeito.
    O combate à discriminação também deve chegar aos professores e demais profissionais direta e indiretamente envolvidos no processo educativo. A conscientização sobre seus próprios preconceitos e a abertura para aprender com os alunos são ótimas vias. Dessa forma, é possível não apenas ensinar ao estudante a ser tolerante como, ainda, servir de modelo para que ele tome certas atitudes no seu dia a dia.
       O papel do professor é fundamental no trabalho de conscientização e superação das questões relacionadas ao preconceito em sala de aula, pois é ele o profissional que está diretamente ligado a construção da aprendizagem e da formação do sujeito em relação ao seu meio. 


Fontes:

https://www.todamateria.com.br/tipos-de-preconceito/
https://jornaldigital2006.wordpress.com/tipos-de-preconceitos/http://appprova.com.br/como-o-professor-pode-ajudar-a-superar-questoes-de-preconceito-em-sala-de-aula/

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pensando em Democracia

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Hoje, após todos os acontecimentos em relação a condenação do ex-presidente e as declarações de vários políticos em relação a democracia e a constituição, fiquei pensando e me questionando: afinal, o que é democracia e para que ela serve? 

De acordo com minhas pesquisas , Democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo,  seus princípios protegem a liberdade humana e baseiam-se no governo da maioria, associado aos direitos individuais e das minorias.
Uma das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e as oportunidades de participação na vida política, econômica, e cultural da sociedade. Os cidadãos tem os direitos expressos, e os deveres de participar no sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.

Então, após realizar algumas leituras, novas reflexões e dúvidas surgiram:
-Se a democracia é um regime de governo da maioria, por que os políticos governantes exercem seu poder em beneficio próprio, de acordo com seus interesses e não de acordo com os direitos de todos? 
-Se a democracia tem como principal função, proteger direitos humanos fundamentais que são também expressos na constituição, por que a maioria do povo não tem habitação, saúde, segurança, educação, oportunidade, liberdade, trabalho,...? Entretanto, os representantes do povo, que são escolhidos e eleitos por esta democracia, possuem todos estes direitos garantidos e pagos com com o dinheiro que é para ser todos.
-Será que no Brasil,  o regime democrático serve somente para eleger políticos corruptos que governam de acordo com os interesses dos partidos? Será uma falsa democracia?
-Vivemos em uma democracia de verdade? Até que ponto esta democracia exerce sua função, respeita seus princípios e proporciona justiça?

Conforme José Saramago, "Na falsa democracia mundial, o cidadão está à deriva, sem a oportunidade de intervir politicamente e mudar o mundo. Atualmente, somos seres impotentes diante de instituições democráticas das quais não conseguimos nem chegar perto."(Época, 2005)

Para isto, precisamos respeitar o Estado democrático de Direito,  que significa o respeito à lei, em especial a Constituição Federal, onde todos devem cumprir a lei, civis ou militares, onde não existe conciliação em matéria legal. Os objetivos da sociedade civil ou mesmo das Instituições Militares devem estar voltados para a defesa da pátria, e o crescimento do país.(ROSA, Paulo Tadeu Rodrigues- Código do texto: T435504)

Que estamos vivendo em tempos de muitas dúvidas, incertezas, reflexões, questionamentos, isto é fato. Porém, se estamos vivendo em uma democracia, isto eu já tenho dúvidas. Pois, estou quase concordando com Drummond: "Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder." 

Fonte: http://www.infoescola.com/sociologia/democracia/

          http://www.recantodasletras.com.br/frases/435504
       



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Momento de interação II

                     
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     Dando continuidade a minha postagem sobre a festa junina como momento de interação entre escola e comunidade,venho relatar algumas situações acontecidas neste dia, que me proporcionaram várias reflexões.
     Como já havia dito, deu para perceber que até então deixávamos de promover eventos com maior participação da comunidade por julgarmos que esta não teria condições.
     Bom, primeira reflexão: nunca subestime a capacidade do outro. 
     Também achávamos que não haveria grande presença da comunidade na festa, por julgarmos que pouco participam das reuniões, conselhos participativos e entrega de pareceres.
     Segunda reflexão: nunca tire conclusões precipitadas.
     Até sábado, pensávamos que os pais e/ou responsáveis não participavam das tomadas de decisões e não eram presentes e atuantes na escola, por desinteresse ou acomodação. Entretanto, em conversa com alguns pais, durante a festa, pude perceber e concluir que estas práticas aconteciam, porém, se perderam com o tempo devido há problemas com a gestão anterior.
     Terceira reflexão: nem tudo o que parece é.
     Assim, através das reflexões pude perceber a importância destes momentos de interação entre escola e comunidade, onde a socialização e a troca de saberes e experiências se fazem presentes nas relações interpessoais e na construção da cidadania.
     Portanto, cabe a escola, através de suas práticas de planejar e programar suas ações pedagógicas procurar envolver sua comunidade e aproveitar suas experiências na construção dos conhecimentos e das ações da escola, fazer com que todos os sujeitos envolvidos possam se sentir pertencentes e atuantes deste espaço.

domingo, 2 de julho de 2017

Momento de interação entre escola e comunidade


                                       Imagem relacionada
     A festa junina é um momento importante na relação de interação entre a escola e a comunidade.
     Quando falamos em promover a escola como espaço democrático, falamos em uma escola onde além de suas atribuições primordiais de instrumento na produção dos saberes, mas como um espaço privilegiado de socialização, onde a educação sirva também como mecanismo de inserção social.
     De acordo com Libânio, "a escola tem por principal tarefa na nossa sociedade a democratização dos conhecimentos, garantindo uma cultura de base para todas as crianças e jovens"(1994/127).
     E falando em socialização e cultura, nada mais propício do que se falar em festa junina na escola com a participação da comunidade. E, é sobre isto que vou falar um pouquinho.
     Neste sábado passado, 01/07, foi realizada na minha escola, a primeira festa junina aberta à comunidade desde que a nova direção assumiu, no final de 2014. 
     Até então, as festas eram realizadas somente para os alunos, eram eventos internos promovidos com doações dos professores, funcionários e equipe diretiva, além das doações conseguidas externamente, sem nenhum custo para os alunos. 
     Tudo isto, por ser uma comunidade muito carente, com uma cultura de acomodação e falta de iniciativa muito grande, onde acreditávamos que não era possível a realização de eventos onde pudéssemos solicitar doações e uma maior participação por parte dos alunos e seus familiares com atividades que envolvessem custos para eles, mas com a finalidade de angariar fundos para a escola.
     Entretanto, este ano após longas reflexões e debates, decidimos que estava na hora de colocar os alunos e a comunidade na incumbência de participar efetivamente na realização e organização da festa. Para isso, foi realizada a gincana com várias atividades que demandavam envolvimento dos alunos, professores, familiares e a comunidade como um todo...o que deu muito certo.
     Por isso, posso dizer que nossa festa junina foi um sucesso. Mas, também posso dizer que subestimávamos até então nossos alunos e nossa comunidade.
     Mas também acredito que enquanto escola, estamos em constante transformação, em constante aprendizagem, em constante reflexão, na busca e construção por um melhor espaço de socialização, democratização e de cidadania. 



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Buscando nossos Direitos

                               Resultado de imagem para imagem de diferentes caminhos

     Desde o dia 01/06, devido a grande quantidade de chuva e as péssimas condições da estrada que dá acesso à escola, não oferecendo condições de trafegabilidade e segurança, o grupo de professores juntamente com a equipe diretiva, durante a reunião pedagógica, que ocorre sempre nas quintas, decidiu com votação unanime que deveríamos parar com as atividades escolares, até que a mantenedora juntamente com a secretaria de obras, se comprometessem em dar uma solução para este problema que é constante sempre que chove.

     Esta, não é a primeira vez que fizemos algum tipo de movimento reivindicando melhorias no acesso à escola. Ano passado, realizamos protesto com a participação dos alunos e da comunidade, onde ficamos na frente da escola, dentro do pátio, em vigília, até a chegada do SIMA (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada) e da imprensa que foi chamada. 

     Em outro momento, mas também neste ano e com a participação dos alunos e comunidade, trancamos a rua num determinado local e "sequestramos" (trancamos) dois ônibus da linha que faz o bairro, a fim de obrigar que a empresa nos apoiasse junto a prefeitura, solicitando melhorias na estrada.

     Como dá para perceber, está é uma luta constante, encabeçada pela escola e apoiada por parte da comunidade.
Infelizmente, digo por parte por que por incrível que pareça, há responsáveis que acham que isto é perda de tempo, que não adianta nada, que como está, tá bom. Pois, preferem que os alunos estejam em sala de aula enchendo cadernos, do que estarem aprendendo a lutar, aprendendo a ser cidadão consciente e ativo na busca pelos seus direitos.
     Refletindo sobre a situação, fiquei me questionando: Como pode as pessoas se contentarem com tão pouco? O que faz as pessoas se acomodarem e se acostumarem com situações tão precárias de sobrevivência? Será que elas tem noção dos seus direitos? Por que não lutam por eles? Será que elas acham que as coisas tem que ficar do jeito que estão? 
     Bom, são muitos questionamentos, mas também são muitas certezas.
     Infelizmente, uma das certezas que tive com estes dias sem aula e acompanhando alguns comentários, é de que para muitos o que interessa é os alunos em sala de aula, enchendo cadernos, repetindo atividades e não perdendo tempo com bobagens, com coisas que não ensinam nada.
     Tenho pena e fico triste em ouvir e pensar que ainda existam tantas pessoas com este pensamento. Que ainda existam pessoas que pensam que lutar e reivindicar direitos é perder tempo.

                                          "A liberdade nunca é voluntariamente dada pelo                                                                          opressor; ela deve ser reivindicada pelo oprimido."
                                                                                                   (Martin Luther King)






domingo, 4 de junho de 2017

Administração empresarial x escolar


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Através do texto, Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações, dá para perceber claramente a diferenciação entre gestão empresarial e gestão escolar. 

Ambas apresentam objetivos claros e específicos, com concepções metodológicas que permeiam propósitos e finalidades distintos.

Uma administração empresarial visa o lucro, o capital, a produtividade e a eficiência. Já, a administração ou gestão escolar tem como objetivo a formação do homem como ser social.

Sendo assim, é inegável e sabido que a escola é uma instituição social dotada de especificidades e, como tal, sua administração deve ser diferenciada da administração empresarial. Isso significa que a escola precisa ser organizada no sentido de que suas ações, que devem ser eminentemente educativas, atinjam os objetivos da instituição de formar sujeitos concretos: participativos, críticos e criativos.
Isto é o que sabemos, queremos e acreditamos.
Portanto, quando afirmamos que somos agentes de transformação e construção dos saberes, que trabalhamos para o pleno desenvolvimento do cidadão e suas potencialidades, afirmamos que a escola é responsável, também, pela formação humana, sendo o aluno, sujeito e objeto no processo de produção e socialização do conhecimento historicamente produzido.
Por isso, acredito numa escola com gestão democrática, onde todos os sujeitos envolvidos no processo educacional são responsáveis pela formação do homem enquanto ser social, tendo seus direitos e suas potencialidades valorizados, respeitados e alcançados.
De acordo com o texto, os objetivos da organização escolar e da organização empresarial não são apenas diferentes, mas, sobretudo, antagônicos, à medida que, enquanto a escola objetiva o cumprimento de sua função de socialização do conhecimento historicamente produzido e acumulado pela humanidade, a empresa visa à expropriação desse saber na produção de mais valia para a reprodução e a ampliação do capital, mantendo, assim, a hegemonia do modo de produção capitalista.