domingo, 19 de junho de 2016

Passado ou Presente?

    Ao ler esta frase de 1920, ou seja, há exatos 96 anos, fiquei  surpreendida com tantas afirmações escritas em um passado que parece tão distante, mas que estamos vivenciando em tempos presente.            Infelizmente, a visão de conhecimento da filosofa, é uma realidade viva na nossa atual sociedade. É triste admitir que passados quase cem anos e o paradigma continua valendo, fazendo com que uma frase escrita a tanto tempo  represente uma realidade tão atual.
     O que não podemos é acreditar e aceitar que nossa sociedade esteja condenada, ficando alheios ou submissos às várias e diferentes situações de abuso, injustiça, descaso, impunidade, intolerância, suborno, corrupção,...Assim, poderíamos substituir  as palavras "sociedade condenada", descrita na frase, por uma "sociedade contaminada", ou seja, algo que pode ser combatido, curado, acreditando e apostando nas boas ações, nas boas intenções, na renovação e/ou redenção do ser humano, através do maior patrimônio que uma nação pode ter,  a luta de seu povo.

    O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito. (George B. Courtelyou)



     

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"Sim à Educação de Qualidade"

    Gostaria de ter feito esta postagem ontem, domingo, porém, devido a problemas no meu notebook isto não foi possível. Mesmo passado o dia, aproveito pra lembrar da importância e da necessidade de reflexão e de ações a respeito desta situação, que infelizmente ainda se faz presente no seio da nossa sociedade.
     Dados mostram que 3.3 milhões de crianças e adolescentes trabalham no Brasil. Apenas 500 mil estão em situação regular.    
     "Não ao Trabalho Infantil na Cadeia Produtiva",  é o tema da campanha 2016 do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, por isso, o Ministério do Trabalho e órgãos da sociedade civil realizarão uma série de ações de sensibilização e fiscalização durante todo o mês.
    A proposição do tema, feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e chancelada pelo Brasil, tem como base uma nova realidade do trabalho infantil, com crescimento de casos em empresas terceirizadas e na contratação de mão de obra não especializada.  
   O objetivo do Ministério do Trabalho é cumprir, em junho, 15% da meta de fiscalização para o ano, além de promover eventos de conscientização e mobilização social, com palestras e divulgação de informações.
    É importante lembrar que nesse exato momento centenas de milhões de crianças estão trabalhando, e não estão usufruindo de seus direitos à educação, saúde e lazer. 
    No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil se relembra que esses direitos estão sendo negligenciados em muitos países e que a principal arma contra o trabalho infantil, é a intensa sensibilização civil contra a exploração das crianças e adolescentes, que constitui uma grave violação aos direitos humanos fundamentais.

    Fonte:http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/06/acoes-do-dia-mundial-de-combate-ao-trabalho-infantil-focam-na-cadeia-produtiva

domingo, 5 de junho de 2016

O que está acontecendo com as nossas crianças?

      Em minha última postagem relatei sobre o Dia Mundial do Brincar enfatizando a importância do brincar para a formação e o desenvolvimento integral da criança.
     Isto é algo sabido por todos e garantido por lei, entretanto, infelizmente não é um direito assegurado à uma grande parte das crianças brasileiras, que por vários e diferentes motivos, acabam perdendo seu direito de brincar, seu direito de ser criança. 
     De encontro a esse tema, aproveito para citar a minha postagem "A violência transformando as infâncias", onde diariamente nos deparamos com notícias de degradação e violação dos direitos infantis e de ser humano, e então faço a pergunta: O que está acontecendo com as nossas crianças?  
     Não podemos responder a esta pergunta sem antes tentar entender e responder a tantas outras, tais como:
     - O que faz com que estas crianças entrem para o mundo do crime tão precocemente?
     - Por que estas crianças não estão na escola? Onde está a família para zelar pela integridade e pelos direitos destas crianças? 
     - Qual o papel da sociedade e do poder público nestas situações?
     - Será que estamos nos acostumando e ficando indiferentes a estas barbáries?
     - Onde isto tudo vai parar? Será que vai parar?
     Acredito que a palavra chave é a indiferença. Não podemos nos tornar indiferentes, achando que as coisas são assim mesmo, que não têm mais jeito. Não podemos perder a capacidade de se indignar, de se chocar com os absurdos e de lutar contra essas barbaridades para que não caiam em adaptação social. A maneira como lidamos com isso, ensina aos nossos filhos como devem encarar e lidar com os absurdos do mundo. Afinal, quem perde a capacidade de se indignar, perde também a capacidade e a vontade de mudar o mundo à sua volta.
      Já dizia Karl Marx na essência de sua filosofia que " O ser humano é produto do meio", na realidade, no meio em que ele vive.


     

domingo, 29 de maio de 2016

Dia Mundial do Brincar


    
     O dia 28 de maio foi instituído pela UNESCO, em 1999, como o Dia Mundial do Brincar, sendo comemorado em vários países para chamar a atenção ao direito de brincar, tendo como princípio que brincar não tem idade, visando a conscientizar e a sensibilizar pais, educadores e a sociedade sobre a importância que as brincadeiras têm para o desenvolvimento integral da criança. Esse dia abre fóruns, para que os profissionais e a sociedade reflitam sobre o assunto para "A defesa do direito de Brincar".

     A essência do Brincar começa na infância, todas as crianças, desde que nascem, brincam naturalmente. O brincar é um direito essencial da criança, é a forma mais completa que a criança tem de comunicar-se com os seus pais e amigos, e consigo mesma. Por isso é tão importante que esta atividade também tenha o seu espaço e o seu momento durante o dia, pois, é através da atividade lúdica que as crianças se preparam para a vida. 



Fontes de pesquisa:
http://www.iacrianca.pt/diamundialdobrincar/
http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=228996http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=228996




  

domingo, 22 de maio de 2016

A violência transformando as Infâncias

     Ainda em relação a minha última postagem, hoje ao dar uma olhadinha no jornal "Diário Gaúcho", me deparo com a coluna do Manoel Soares, onde ele descreve perfeitamente a realidade e a precocidade sobre as consequências da violência na vida das crianças, indo bem ao encontro com o que tentei descrever desabafando na minha última postagem.                  


      "A violência transforma as crianças em adultos antes do tempo"

                                                                                   Papo Reto  -  Manoel Soares

       Berço da frieza

      Enquanto fazia para o Jornal do Almoço a reportagem sobre os dados de violência apresentados pelo Diário Gaúcho na edição de sexta-feira, visitei algumas escolas e fiquei apavorado. Crianças de cinco anos contaram com riqueza de detalhes como uma pessoa agoniza antes de morrer. Uma delas me relatou que o homem soltava sangue escuro pela boca e pedia água, mas ninguém dava. Ela terminou a história dizendo que, depois de um tempo, o homem começou a tremer e parou de se mexer.

     Se você, que está lendo, ficou horrorizado, imagine isso para uma criança. Em outra escola de Alvorada, uma menina de 11 anos contou-me como a maconha causa fome e sono após o uso. Quando eu os perguntava qual era o seu brinquedo preferido, os estudantes riam como se eu estivesse tirando onda com a cara deles. 
     A moral é que a violência que nos cerca está transformando crianças em adultos antes do tempo, e isso terá consequências. Acumular 6.408 mortes em cinco anos é ter milhares de crianças impactadas. Sempre é bom lembrar que um menino de 11 anos, daqui a dez, terá 21. Os homens de 21 anos que estão matando e morrendo hoje foram meninos que, há dez anos, acabaram esquecidos.

    Crianças
     Quem quer um futuro melhor precisa olhar para as crianças. O que elas veem e vivem hoje fará parte delas para sempre. Depois que alguém assiste a um ser humano morrendo violentamente, jamais verá a vida da mesma forma. Volta e meia, eu vejo as pessoas se perguntando de onde vem a frieza dos bandidos na hora de cometer crimes bárbaros. A resposta, por mais desconfortável que seja, é que essa frieza vem de berço e foi aprendida com os adultos.

http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2016/05/manoel-soares-a-violencia-transforma-as-criancas-em-adultos-antes-do-tempo-5806653.html

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pensativa...

     
Resultado de imagem para imagem que demonstre tristezaApós um ótimo final de semana junto da família e uma segunda-feira de hora atividade, chego na escola terça-feira e me deparo com uma faixa preta amarrada em uma árvore, e para minha surpresa e perplexidade sou informada por algumas alunas que aquilo era pelo luto do Júlio que tinha sido morto na sexta feira. Fiquei chocada e sem entender. Como assim? Que Júlio? Morto como?
Então fiquei sabendo pelas colegas que o nosso aluno Júlio de 14 anos, havia morrido baleado em decorrência de uma perseguição da polícia,  devido ao fato de estarem em um carro roubado e terem fugido após abordagem, ocasionando a capotagem do veículo e troca de tiros com os policiais.
     Fiquei com um sentimento de tristeza misturado com impotência, indignação e revolta. O Júlio era um aluno muito humilde, carente e filho de uma família totalmente desestruturada, sem pai e sendo criado por uma mãe usuária de drogas, mas, era um menino de coração bom e ingênuo, que acabou se envolvendo com gente que não presta, que ilude, chantageia e até obriga crianças vulneráveis como ele a cometerem delitos. Por isso, desde o ocorrido fico pensando e me questionando, o que nós enquanto professores podemos fazer para mudar estas realidades? Será que a escola com uma realidade tão precária de recursos e atrativos consegue manter estes alunos longe das tentações destes aliciadores? Será que nós professores, mesmo cheios de boa vontade e determinação conseguiremos alertar e convencer estas crianças das consequências destas escolhas? Como convencer crianças tão carentes, que não tem quase nada, de que isto é certo ou errado? Quem somos nós para dizer a eles o que é certo ou errado se nossa realidade é totalmente adversa a deles? Porque a vida tem que ser tão injusta e cruel para a grande maioria da população? Será que estas crianças são vistas pela sociedade?Onde está a sociedade civil e o poder público nestas situações?
      Meu Deus, que tristeza pensar que uma criança que poderia estar ali junto dos colegas, por uma situação que poderia ser evitada, mas em um momento de imaturidade e de tentação, acaba sendo vítima do descaso e do acaso. Muitas dúvidas e poucas certezas. Mas, uma certeza eu tenho, de que nós professores jamais vamos desistir e deixar de acreditar nos nossos alunos e na educação. A nossa realidade é precária, mas a nossa luta é diária e constante.                  


                                              

sábado, 7 de maio de 2016

Vivência Musical


 

     Não tenho dúvida de que a música pode contribuir para tornar o ambiente escolar mais agradável e favorável à aprendizagem.
     A Lei 11.769 de 18 de agosto de 2008, tornou obrigatória a inclusão da música como conteúdo  nos currículos escolares em toda a Educação Básica.Porém, o objetivo das atividades não é de formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos. A música não pode estar desconectada do processo de ensino-aprendizagem da escola. A vivência musical em geral é extremamente agradável para a criança. Através da música ela aprende novos conceitos e desenvolve diferentes habilidades, melhora a comunicação, desenvolve a criatividade, a coordenação motora e a memória.
      Há várias formas de se trabalhar música na escola, por exemplo,  de forma lúdica e coletiva, utilizando jogos, brincadeiras de roda e confecção de instrumentos.
     "A música é uma língua e pode ser aprendida como as crianças aprendem qualquer língua: ouvindo e imitando".   Shinishi  Suzuki