quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pensativa...

     
Resultado de imagem para imagem que demonstre tristezaApós um ótimo final de semana junto da família e uma segunda-feira de hora atividade, chego na escola terça-feira e me deparo com uma faixa preta amarrada em uma árvore, e para minha surpresa e perplexidade sou informada por algumas alunas que aquilo era pelo luto do Júlio que tinha sido morto na sexta feira. Fiquei chocada e sem entender. Como assim? Que Júlio? Morto como?
Então fiquei sabendo pelas colegas que o nosso aluno Júlio de 14 anos, havia morrido baleado em decorrência de uma perseguição da polícia,  devido ao fato de estarem em um carro roubado e terem fugido após abordagem, ocasionando a capotagem do veículo e troca de tiros com os policiais.
     Fiquei com um sentimento de tristeza misturado com impotência, indignação e revolta. O Júlio era um aluno muito humilde, carente e filho de uma família totalmente desestruturada, sem pai e sendo criado por uma mãe usuária de drogas, mas, era um menino de coração bom e ingênuo, que acabou se envolvendo com gente que não presta, que ilude, chantageia e até obriga crianças vulneráveis como ele a cometerem delitos. Por isso, desde o ocorrido fico pensando e me questionando, o que nós enquanto professores podemos fazer para mudar estas realidades? Será que a escola com uma realidade tão precária de recursos e atrativos consegue manter estes alunos longe das tentações destes aliciadores? Será que nós professores, mesmo cheios de boa vontade e determinação conseguiremos alertar e convencer estas crianças das consequências destas escolhas? Como convencer crianças tão carentes, que não tem quase nada, de que isto é certo ou errado? Quem somos nós para dizer a eles o que é certo ou errado se nossa realidade é totalmente adversa a deles? Porque a vida tem que ser tão injusta e cruel para a grande maioria da população? Será que estas crianças são vistas pela sociedade?Onde está a sociedade civil e o poder público nestas situações?
      Meu Deus, que tristeza pensar que uma criança que poderia estar ali junto dos colegas, por uma situação que poderia ser evitada, mas em um momento de imaturidade e de tentação, acaba sendo vítima do descaso e do acaso. Muitas dúvidas e poucas certezas. Mas, uma certeza eu tenho, de que nós professores jamais vamos desistir e deixar de acreditar nos nossos alunos e na educação. A nossa realidade é precária, mas a nossa luta é diária e constante.                  


                                              

sábado, 7 de maio de 2016

Vivência Musical


 

     Não tenho dúvida de que a música pode contribuir para tornar o ambiente escolar mais agradável e favorável à aprendizagem.
     A Lei 11.769 de 18 de agosto de 2008, tornou obrigatória a inclusão da música como conteúdo  nos currículos escolares em toda a Educação Básica.Porém, o objetivo das atividades não é de formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos. A música não pode estar desconectada do processo de ensino-aprendizagem da escola. A vivência musical em geral é extremamente agradável para a criança. Através da música ela aprende novos conceitos e desenvolve diferentes habilidades, melhora a comunicação, desenvolve a criatividade, a coordenação motora e a memória.
      Há várias formas de se trabalhar música na escola, por exemplo,  de forma lúdica e coletiva, utilizando jogos, brincadeiras de roda e confecção de instrumentos.
     "A música é uma língua e pode ser aprendida como as crianças aprendem qualquer língua: ouvindo e imitando".   Shinishi  Suzuki

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Literatura e suas Provocações...

      Estava a pensar sobre o que postar em relação a aula de Literatura, foi quando navegando na rede social me deparei com estas postagens que vão bem de encontro sobre o que refletimos e dialogamos no nosso encontro presencial, e que descrevem com simplicidade, mas muita apropriação, a Literatura e suas Provocações.
     
     Sem dúvida, uma das grandes provocações que a Literatura nos propicia é a aquisição do conhecimento. Conhecimento este, que muitas vezes só é possível, através da leitura e que sem sombra de dúvidas, é uma apropriação que ninguém pode tirar da gente.




      E, é claro, que lendo, ouvindo, expressando sentimentos e adquirindo conhecimentos, através da leitura e das provocações da Literatura, podemos ser, ter, sonhar e viajar para onde queremos conhecer, com liberdade de escolhas, com imaginação, oportunizando uma desacomodação e uma nova visão de mundo.
A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta.
( Fernando Pessoa)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

...Sublimes lembranças...

"Em todos os tempos, para todos os povos, os brinquedos evocam as mais sublimes lembranças. São objetos mágicos, que vão passando de geração a geração, com um incrível poder de encantar crianças e adultos. (VELASCO, 1996)"

     Realizando leituras sobre a ludicidade e o brincar, me deparei com esta citação que me lembrou do vídeo "Natureza Brincante", marcado pela simplicidade e pelo encantamento daquelas crianças com seu brinquedos e suas brincadeiras, além de remeter a sublimes lembranças da minha infância, onde as brincadeiras eram livres e criativas, carregadas de significações que perpetuavam de geração em geração.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Apenas Brincando (Parte II)




...o aprender tem que ser gostoso... a criança aprende efetivamente quando relaciona o que aprende com seus próprios interesses.”  Esta colocação de  ROSSINI (2003, p. 11), contempla a importância do brincar como parte integrante da infância e do pleno desenvolvimento físico e psicológico infantil, além de ser um excelente oportunizador do processo de aprendizagem das crianças, instigando os alunos a aprenderem de maneira significativa e prazerosa, pois, é brincando que a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e aprimora habilidades.

                   O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico”(PIAGET).


     A ludicidade, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e atenção, sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. 

sábado, 9 de abril de 2016

Apenas Brincando (Parte I)



  Nossa aula de Ludicidade e Educação, além de ter sido muito proveitosa e prazerosa, me fez refletir sobre a necessidade do brincar “livre” no recreio da escola. O recreio é sempre uma preocupação, por isso, estamos sempre tentanto monitorar as crianças para as  brincadeiras dirigidas, procurando fazer o tempo todo com que não corram.        Mas correr, é a brincadeira livre preferida deles.
Após assistir ao vídeo, “O Fim do Recreio”, ouvir as considerações da professora e socializar com o grupo algumas vivências, pude refletir e compreender as necessidades das crianças em escolher um brincar espontâneo, onde a brincadeira lhes proporcione uma forma de expressão e comunicação consigo, com o outro e com o meio, expressando suas criações e emoções, refletindo medos e alegrias.
   Por isso,  aproveito para usar algumas frases do poema  “Apenas brincando” de Anita Wadley, um poema maravilhoso, que descreve este brincar como uma necessidade das crianças frente ao seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo, e que me oportunizou enxergá-los com um outro olhar, um olhar diferente, que vai muito além do simples ato de só ver uma criança a correr,  mas de olhar e enxergar uma criança que será um adulto amanhã.

“Quando você me vê aprendendo a pular, saltar,
Correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou apenas brincando
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu estou me preparando para amanhã.

Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.”   

sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Ver e Olhar"...

       Assistindo aos vídeos, pude compreender perfeitamente a diferença entre o ver e o olhar. Percebi que o ver é o simples ato de observar para descrever os elementos que estão sendo apresentados, é algo explícito, nu e cru. Enquanto que o olhar, requer uma observação que vai além de uma simples observação de elementos. É um olhar profundo, que consegue observar tudo aquilo que está por trás de uma cena, consegue perceber o que está implícito, é um olhar que ultrapassa a finalidade de descrição dos elementos e provoca uma observação envolta de sentimentos e sensações , com uma interpretação imaginativa e criativa, que só este olhar pode perceber e descrever.
       Este, é o olhar que nós professores precisamos manter latente na nossa prática diária. É o olhar que consegue analisar, sentir, compreender, que é carregado de emoção e sentimentos, que provoca transformações e que permite aceitação, desprendimento e acolhimento. Pois, estes são elementos que se fazem necessários na busca do conhecimento, nas relações e, em todos os ensaios da nossa vida. Que o nosso olhar seja carregado de compreensão!!!