sábado, 7 de maio de 2016

Vivência Musical


 

     Não tenho dúvida de que a música pode contribuir para tornar o ambiente escolar mais agradável e favorável à aprendizagem.
     A Lei 11.769 de 18 de agosto de 2008, tornou obrigatória a inclusão da música como conteúdo  nos currículos escolares em toda a Educação Básica.Porém, o objetivo das atividades não é de formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos. A música não pode estar desconectada do processo de ensino-aprendizagem da escola. A vivência musical em geral é extremamente agradável para a criança. Através da música ela aprende novos conceitos e desenvolve diferentes habilidades, melhora a comunicação, desenvolve a criatividade, a coordenação motora e a memória.
      Há várias formas de se trabalhar música na escola, por exemplo,  de forma lúdica e coletiva, utilizando jogos, brincadeiras de roda e confecção de instrumentos.
     "A música é uma língua e pode ser aprendida como as crianças aprendem qualquer língua: ouvindo e imitando".   Shinishi  Suzuki

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Literatura e suas Provocações...

      Estava a pensar sobre o que postar em relação a aula de Literatura, foi quando navegando na rede social me deparei com estas postagens que vão bem de encontro sobre o que refletimos e dialogamos no nosso encontro presencial, e que descrevem com simplicidade, mas muita apropriação, a Literatura e suas Provocações.
     
     Sem dúvida, uma das grandes provocações que a Literatura nos propicia é a aquisição do conhecimento. Conhecimento este, que muitas vezes só é possível, através da leitura e que sem sombra de dúvidas, é uma apropriação que ninguém pode tirar da gente.




      E, é claro, que lendo, ouvindo, expressando sentimentos e adquirindo conhecimentos, através da leitura e das provocações da Literatura, podemos ser, ter, sonhar e viajar para onde queremos conhecer, com liberdade de escolhas, com imaginação, oportunizando uma desacomodação e uma nova visão de mundo.
A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta.
( Fernando Pessoa)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

...Sublimes lembranças...

"Em todos os tempos, para todos os povos, os brinquedos evocam as mais sublimes lembranças. São objetos mágicos, que vão passando de geração a geração, com um incrível poder de encantar crianças e adultos. (VELASCO, 1996)"

     Realizando leituras sobre a ludicidade e o brincar, me deparei com esta citação que me lembrou do vídeo "Natureza Brincante", marcado pela simplicidade e pelo encantamento daquelas crianças com seu brinquedos e suas brincadeiras, além de remeter a sublimes lembranças da minha infância, onde as brincadeiras eram livres e criativas, carregadas de significações que perpetuavam de geração em geração.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Apenas Brincando (Parte II)




...o aprender tem que ser gostoso... a criança aprende efetivamente quando relaciona o que aprende com seus próprios interesses.”  Esta colocação de  ROSSINI (2003, p. 11), contempla a importância do brincar como parte integrante da infância e do pleno desenvolvimento físico e psicológico infantil, além de ser um excelente oportunizador do processo de aprendizagem das crianças, instigando os alunos a aprenderem de maneira significativa e prazerosa, pois, é brincando que a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e aprimora habilidades.

                   O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico”(PIAGET).


     A ludicidade, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e atenção, sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. 

sábado, 9 de abril de 2016

Apenas Brincando (Parte I)



  Nossa aula de Ludicidade e Educação, além de ter sido muito proveitosa e prazerosa, me fez refletir sobre a necessidade do brincar “livre” no recreio da escola. O recreio é sempre uma preocupação, por isso, estamos sempre tentanto monitorar as crianças para as  brincadeiras dirigidas, procurando fazer o tempo todo com que não corram.        Mas correr, é a brincadeira livre preferida deles.
Após assistir ao vídeo, “O Fim do Recreio”, ouvir as considerações da professora e socializar com o grupo algumas vivências, pude refletir e compreender as necessidades das crianças em escolher um brincar espontâneo, onde a brincadeira lhes proporcione uma forma de expressão e comunicação consigo, com o outro e com o meio, expressando suas criações e emoções, refletindo medos e alegrias.
   Por isso,  aproveito para usar algumas frases do poema  “Apenas brincando” de Anita Wadley, um poema maravilhoso, que descreve este brincar como uma necessidade das crianças frente ao seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo, e que me oportunizou enxergá-los com um outro olhar, um olhar diferente, que vai muito além do simples ato de só ver uma criança a correr,  mas de olhar e enxergar uma criança que será um adulto amanhã.

“Quando você me vê aprendendo a pular, saltar,
Correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou apenas brincando
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu estou me preparando para amanhã.

Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.”   

sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Ver e Olhar"...

       Assistindo aos vídeos, pude compreender perfeitamente a diferença entre o ver e o olhar. Percebi que o ver é o simples ato de observar para descrever os elementos que estão sendo apresentados, é algo explícito, nu e cru. Enquanto que o olhar, requer uma observação que vai além de uma simples observação de elementos. É um olhar profundo, que consegue observar tudo aquilo que está por trás de uma cena, consegue perceber o que está implícito, é um olhar que ultrapassa a finalidade de descrição dos elementos e provoca uma observação envolta de sentimentos e sensações , com uma interpretação imaginativa e criativa, que só este olhar pode perceber e descrever.
       Este, é o olhar que nós professores precisamos manter latente na nossa prática diária. É o olhar que consegue analisar, sentir, compreender, que é carregado de emoção e sentimentos, que provoca transformações e que permite aceitação, desprendimento e acolhimento. Pois, estes são elementos que se fazem necessários na busca do conhecimento, nas relações e, em todos os ensaios da nossa vida. Que o nosso olhar seja carregado de compreensão!!!



           

quarta-feira, 30 de março de 2016

Desabafando...

      Estava indecisa e sem inspiração para realizar a minha postagem, além de muita dor na mão esquerda, que acredito ser uma tendinite, amanhã preciso consultar sem falta, pois a dor está piorando. Mas, vamos lá... Lendo as orientações no moodle sobre o que postar no blog, decidi aproveitar uma situação vivenciada hoje pela manhã na escola e que me deixou bem preocupada e até um pouco revoltada, por isso, vou fazer um pequeno desabafo.
     Em função de um jogo de futebol, um aluno cometeu um ato de violência injustificável, (agrediu) deu uma voadora em um colega que caiu e bateu fortemente a cabeça na trave da goleira, o que ocasionou o desmaio do menino, que após recuperar a consciência, além da dor na cabeça e uma lesão no braço, ficou num quadro de lentidão nos reflexos que me preocupou bastante. Todas as providências foram tomadas de imediato, chamar os responsáveis e SAMU, que solicitou a Brigada em função da agressão. Concluindo, o aluno passou parte da manhã e da tarde no hospital de Alvorada, em observação e no aguardo de remoção para outras cidades (Gravataí ou Cachoeirinha), conforme informação da família. 
     Agora a noite, fui buscar informação e fiquei sabendo que graças a Deus ele já estava em casa, que de acordo com a tomografia, a pancada resultou  em um pequeno coágulo, que não é grave, mas requer observação.
     Diante desta e de tantas outras situações de violência com as quais nos deparamos quase que diariamente dentro das escolas, fico me questionando e refletindo: O que está acontecendo com estas crianças e estes adolescentes? Qual o valor da vida e do próximo para cada um deles? Isto pode acontecer com qualquer um, em qualquer escola(lugar), inclusive com um filho, neto ou parente nosso? Se somos o reflexo do meio em que vivemos, como estão vivendo estas crianças e adolescentes?
     Conforme a doutora em educação Marsyl Bulkool Mettrau, a violência não se limita aos muros das escolas. "Este fenômeno é um reflexo do que vive toda a sociedade. A violência está em todo lugar: na família, nas ruas, na vida de cada um". 

     Sem dúvida, todos nós vivenciamos cenas de violência no dia a dia.  Na televisão, nos filmes, na rua, no trânsito, no trabalho, na família, dentro de casa e agora dentro da escola. Infelizmente, a violência está muito presente e naturalizada na sociedade.
     Entretanto, acredito que as medidas ou soluções para frear a violência dentro dos espaços escolares, dependem de um conjunto de ações que deve ser trabalhado não somente pela escola, mas por todas as camadas da sociedade, necessitando do empenho de todos os envolvidos nesse processo, sejam públicos ou privados. 
     Por isso, aproveito para responder ao comentário feito à minha postagem  do dia 25/03, que dizia:" Vai com Fé", onde a tutora Betynha me perguntou em que exatamente eu tenho que ter fé? 
      Com certeza, eu tenho que ter fé no meu trabalho, no meu aluno, na escola, nas famílias, no próximo e principalmente no ser humano, pois, os desafios são muitos, e se não tivermos Fé, não vai.