sábado, 9 de abril de 2016

Apenas Brincando (Parte I)



  Nossa aula de Ludicidade e Educação, além de ter sido muito proveitosa e prazerosa, me fez refletir sobre a necessidade do brincar “livre” no recreio da escola. O recreio é sempre uma preocupação, por isso, estamos sempre tentanto monitorar as crianças para as  brincadeiras dirigidas, procurando fazer o tempo todo com que não corram.        Mas correr, é a brincadeira livre preferida deles.
Após assistir ao vídeo, “O Fim do Recreio”, ouvir as considerações da professora e socializar com o grupo algumas vivências, pude refletir e compreender as necessidades das crianças em escolher um brincar espontâneo, onde a brincadeira lhes proporcione uma forma de expressão e comunicação consigo, com o outro e com o meio, expressando suas criações e emoções, refletindo medos e alegrias.
   Por isso,  aproveito para usar algumas frases do poema  “Apenas brincando” de Anita Wadley, um poema maravilhoso, que descreve este brincar como uma necessidade das crianças frente ao seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo, e que me oportunizou enxergá-los com um outro olhar, um olhar diferente, que vai muito além do simples ato de só ver uma criança a correr,  mas de olhar e enxergar uma criança que será um adulto amanhã.

“Quando você me vê aprendendo a pular, saltar,
Correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou apenas brincando
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu estou me preparando para amanhã.

Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.”   

sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Ver e Olhar"...

       Assistindo aos vídeos, pude compreender perfeitamente a diferença entre o ver e o olhar. Percebi que o ver é o simples ato de observar para descrever os elementos que estão sendo apresentados, é algo explícito, nu e cru. Enquanto que o olhar, requer uma observação que vai além de uma simples observação de elementos. É um olhar profundo, que consegue observar tudo aquilo que está por trás de uma cena, consegue perceber o que está implícito, é um olhar que ultrapassa a finalidade de descrição dos elementos e provoca uma observação envolta de sentimentos e sensações , com uma interpretação imaginativa e criativa, que só este olhar pode perceber e descrever.
       Este, é o olhar que nós professores precisamos manter latente na nossa prática diária. É o olhar que consegue analisar, sentir, compreender, que é carregado de emoção e sentimentos, que provoca transformações e que permite aceitação, desprendimento e acolhimento. Pois, estes são elementos que se fazem necessários na busca do conhecimento, nas relações e, em todos os ensaios da nossa vida. Que o nosso olhar seja carregado de compreensão!!!



           

quarta-feira, 30 de março de 2016

Desabafando...

      Estava indecisa e sem inspiração para realizar a minha postagem, além de muita dor na mão esquerda, que acredito ser uma tendinite, amanhã preciso consultar sem falta, pois a dor está piorando. Mas, vamos lá... Lendo as orientações no moodle sobre o que postar no blog, decidi aproveitar uma situação vivenciada hoje pela manhã na escola e que me deixou bem preocupada e até um pouco revoltada, por isso, vou fazer um pequeno desabafo.
     Em função de um jogo de futebol, um aluno cometeu um ato de violência injustificável, (agrediu) deu uma voadora em um colega que caiu e bateu fortemente a cabeça na trave da goleira, o que ocasionou o desmaio do menino, que após recuperar a consciência, além da dor na cabeça e uma lesão no braço, ficou num quadro de lentidão nos reflexos que me preocupou bastante. Todas as providências foram tomadas de imediato, chamar os responsáveis e SAMU, que solicitou a Brigada em função da agressão. Concluindo, o aluno passou parte da manhã e da tarde no hospital de Alvorada, em observação e no aguardo de remoção para outras cidades (Gravataí ou Cachoeirinha), conforme informação da família. 
     Agora a noite, fui buscar informação e fiquei sabendo que graças a Deus ele já estava em casa, que de acordo com a tomografia, a pancada resultou  em um pequeno coágulo, que não é grave, mas requer observação.
     Diante desta e de tantas outras situações de violência com as quais nos deparamos quase que diariamente dentro das escolas, fico me questionando e refletindo: O que está acontecendo com estas crianças e estes adolescentes? Qual o valor da vida e do próximo para cada um deles? Isto pode acontecer com qualquer um, em qualquer escola(lugar), inclusive com um filho, neto ou parente nosso? Se somos o reflexo do meio em que vivemos, como estão vivendo estas crianças e adolescentes?
     Conforme a doutora em educação Marsyl Bulkool Mettrau, a violência não se limita aos muros das escolas. "Este fenômeno é um reflexo do que vive toda a sociedade. A violência está em todo lugar: na família, nas ruas, na vida de cada um". 

     Sem dúvida, todos nós vivenciamos cenas de violência no dia a dia.  Na televisão, nos filmes, na rua, no trânsito, no trabalho, na família, dentro de casa e agora dentro da escola. Infelizmente, a violência está muito presente e naturalizada na sociedade.
     Entretanto, acredito que as medidas ou soluções para frear a violência dentro dos espaços escolares, dependem de um conjunto de ações que deve ser trabalhado não somente pela escola, mas por todas as camadas da sociedade, necessitando do empenho de todos os envolvidos nesse processo, sejam públicos ou privados. 
     Por isso, aproveito para responder ao comentário feito à minha postagem  do dia 25/03, que dizia:" Vai com Fé", onde a tutora Betynha me perguntou em que exatamente eu tenho que ter fé? 
      Com certeza, eu tenho que ter fé no meu trabalho, no meu aluno, na escola, nas famílias, no próximo e principalmente no ser humano, pois, os desafios são muitos, e se não tivermos Fé, não vai.
      
     

sexta-feira, 25 de março de 2016

Diversidade e Fé

     
 Na nossa aula inicial, assistimos à música de Arnaldo Antunes, Põe Fé Que Já É, apresentando um clip atual, que expressa a diversidade de maneira divertida e possível de ser vivida, afinal "PÕE FÉ QUE JÁ É" ...     

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

                   Para refletir um pouquinho sobre avaliação...

A Avaliação Emancipatória é um processo contínuo, participativo, diagnóstico e investigativo,  intimamente ligado à concepção de conhecimento e currículo,sempre provisório, histórico, singular na medida em que propicia o tempo adequado de aprendizagem para cada um e para o coletivo. A finalidade da Avaliação Emancipatória é diagnosticar avanços e entraves, para intervir, agir, problematizar e redefinir rumos a serem percorridos.
 Não se reduz a mera atribuição de notas, conceitos ou pareceres para aprovação ou reprovação, já que o processo educacional não pode ser tratado nem reduzido a esses aspectos.
A investigação contínua sobre os processos de construção da aprendizagem demanda rigor metodológico, que se traduz por registros significativos, sinalizando as possibilidades de intervenções necessárias ao avanço e à construção do conhecimento. Os registros garantem também a socialização e construção histórica deste processo, com produções dos alunos como amostras significativas da aprendizagem.Avaliar nesta nova ética é perquirir o sentido da construção realizada, da consciência crítica, da autocrítica, do autoconhecimento, investindo na autonomia, autoria, protagonismo e emancipação dos sujeitos. 
Evidentemente que nessa perspectiva está presente o trabalho continuo de replanejamento do processo de ensino posto que tal concepção produz impactos na sala de aula e não somente sobre o processo de aprendizagem do aluno. Portanto, deve assumir caráter educativo, viabilizando ao estudante apropriar-se do seu processo de aprendizagem e, ao professor e à escola, a análise aprofundada do processo dos alunos, oportunizando replanejamento e reorientação de atividades em outros espaços e tempos.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ansiosa

       De acordo com o dicionário ansioso significa, inquieto, impaciente, angustiado, desejoso, preocupado e aflito. Pessoa que sofre pela espera.
       É assim que estou me sentindo hoje, após postar a Síntese Reflexiva das Aprendizagens do II semestre, me bateu essa ansiedade em relação a espera pelo resultado da análise dos professores.
       Afinal, são tantas tarefas ao mesmo tempo. 
       Encerramento das avaliações diagnósticas, construção dos pareceres, fechamento dos cadernos chamadas, apresentações, formaturas, festas de encerramento e tudo mais que se organiza dentro das escolas, principalmente no final do ano letivo.
       E, junto a tudo isto, a construção do trabalho escrito, a preparação para a apresentação oral e a espera pelo resultado final. Aja tempo!!!
       Por isso, nesse momento eu estou me sentindo ansiosa, sofrendo pela espera  e tentando arrumar tempo para tudo.
       Quando de repente, me deparo com esta postagem que diz:

       Por menos que seja o seu tempo de estudo, estude!
       Não tenha medo de crescer lentamente, tenha medo apenas de ficar parado!
       Então, vamos lá e mãos à obra!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Conceitos de infâncias...???...

             ..."apesar de sempre ter havido crianças, nem sempre houve infâncias"...

       Realizando a leitura do texto, Constituindo a criança, de Chris Jenks, me deparei com esta pequena e simples frase, mas de grande e complexo significado, que me fez muito pensar e refletir.
       Se pensarmos através desta concepção, podemos afirmar que hoje, há infância para todas as nossas crianças?
       Afinal, o que é e como é a infância? Como pensar em infância?
       Conforme LARROSA, devemos ver a infância como:
      "A infância como algo que sempre nos escapa, que tumultua o que sabemos, que suspende o que podemos e qualifica o lugar que construímos para ela".
        Portanto, de uma coisa podemos ter certeza:
    "As crianças, todas as crianças, transportam o peso da sociedade que os adultos lhes legam, mas fazendo-o com leveza da renovação e o sentido de que tudo é de novo possível".(Bhabha, 1998).
      E então, será que já conhecemos e entendemos nossas crianças e suas infâncias?
        Para encerrar, deixo um parágrafo do texto em que diz:
      "Qualquer revisão da multiplicidade de perspectivas, antigas e recentes, sobre a infância, revela um paradoxo constante, que no entanto se manifesta sob uma diversidade de formas. Em poucas palavras, podemos dizer que a criança nos é simultaneamente familiar e estranha, que ela habita o nosso mundo e contudo parece responder a um outro mundo, que ela vem de nós e contudo parece apresentar uma ordem do ser sistematicamente diferente.